Nome de operação da PF contra Lulinha gera incômodo no entorno de Lula por suposta ligação com “Faz o L”
Defesa de Lulinha pretende cobrar explicações da Polícia Federal sobre a escolha de “Operação Elli”, interpretada por aliados do presidente como possível referência ao conhecido bordão político

O nome escolhido pela Polícia Federal para uma das fases da investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, provocou incômodo entre aliados do petista. A etapa recebeu o nome de “Operação Elli”, expressão que integrantes do entorno presidencial interpretaram como uma possível referência indireta ao bordão “Faz o L”.
A operação está relacionada a uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e resultou na quebra dos sigilos de Lulinha e da empresária e lobista Roberta Luchsinger. Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (24), a interpretação sobre uma eventual conotação política do nome partiu de pessoas próximas ao presidente. Até o momento, não há confirmação de que a Polícia Federal tenha escolhido a denominação com essa finalidade.
De acordo com a PF, a Operação Elli possui objeto investigativo diferente de fases anteriores. A corporação informou que, durante a análise do material produzido anteriormente, foram identificados elementos indicativos de possíveis práticas reiteradas de lavagem de capitais atribuídas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e a outras pessoas que integrariam seu círculo de atuação financeira.
Defesa quer explicações
O desconforto ultrapassou o ambiente político e chegou à defesa de Lulinha. O advogado Marco Aurélio de Carvalho, responsável pela defesa do filho do presidente, afirmou que pretende pedir formalmente explicações à Polícia Federal sobre a origem e os motivos para a escolha do nome da operação.
Segundo o advogado, a denominação provocou mal-estar e deverá ser questionada junto à corporação. A defesa quer saber se existe alguma relação entre “Elli” e a expressão popularizada durante as campanhas eleitorais de Lula.
Apesar da repercussão, a associação entre o nome da operação e o “Faz o L” permanece, até agora, como interpretação de aliados e da defesa de Lulinha, e não como explicação oficial apresentada pela Polícia Federal.
A controvérsia ocorre enquanto as investigações avançam sobre movimentações financeiras e relações entre os personagens envolvidos. A apuração busca esclarecer a eventual ocorrência de crimes e individualizar possíveis responsabilidades. Os investigados têm direito à ampla defesa e ao contraditório, e a existência de investigação não significa condenação.
Da redação Mídia News Campo Grande





