Todo o Brasil está preocupado com os incêndios no Pantanal, entretanto a maioria absoluta das matérias midiáticas, apresenta conclusões absurdas mesmo baseadas no relatório do CEMTEC e CBM MS bastando compará-las com estas imagens mês a mês, acessíveis livremente no FIRMS – Fire Information for Resource Management System.
Quando apontamos o indicador para alguém, nossos outros dedos apontam em nossa própria direção, e esse atordoante silêncio visam esconder que, a maior parte desses incêndios, atingem as ditas “áreas protegidas”, que se calam e induzem a espalhar a narrativa de que aumentar tais áreas, protegeria o Pantanal.
Chico Buarque e Gilberto Gil eternizaram uma metáfora sobre esse silêncio obrigatório imposto sobre atos e objetos: cale-se e cálice.
“- Esse silêncio todo me atordoa
atordoado permaneço atento
da arquibancada, prá a qualquer momento
ver emergir o monstro da lagoa “
Comprove que o Pantanal onde a secular a criação de gado domina, apresenta menos incêndios que a própria região onde você vive, por isso, considerando que o Pantanal seja esta casa que cuidamos, apelamos para que nos ouça e permita que continuemos a manter a sustentabilidade que só pastoralismo tradicional pantaneiro produz, com sua profunda simbiose e solidariedade com a fauna e a flora locais…
Sua conduto omissiva sobre os efeitos perversos desse modelo inviável para áreas úmidas , transformou prevenção de incêndios num mercenário “fire business”, omitindo que “áreas protegidas” desse importado modelo, em vez de prevenir ou combater incêndios são sua principal causa no Pantanal.
Basta confiar no seu próprio discernimento, as únicas ações necessárias serão ver, sentir e agir, com isso conseguiremos afastar o cale-se e o cálice dos pantaneiros e do Pantanal, toda a ajuda que o Pantanal necessita nestes angustiantes momentos.
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Armando Arruda Lacerda
Porto São Pedro




