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PF aponta invasão de iCloud e WhatsApp de empresário crítico do Banco Master

Investigação indica que grupo ligado a Daniel Vorcaro teria monitorado empresário após críticas feitas em comunidade financeira

A Polícia Federal apontou em relatório de investigação que um grupo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro teria invadido contas digitais do empresário Luiz Guilherme Camasmie, após críticas feitas contra o Banco Master em uma comunidade de mensagens voltada ao mercado financeiro. Segundo os investigadores, o grupo teria acessado informações do iCloud e atuado contra o WhatsApp do empresário.

De acordo com documentos analisados pela PF, mensagens atribuídas a Vorcaro e a Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, indicariam que Camasmie passou a ser monitorado depois de publicar comentários críticos sobre a atuação e a exposição pública do Banco Master. As mensagens fazem parte de uma investigação que apura possíveis crimes envolvendo o grupo ligado ao ex-controlador da instituição financeira.

A apuração aponta que, após a publicação em um grupo financeiro, Mourão teria informado a Vorcaro sobre ações contra o empresário. O relatório cita conversas nas quais integrantes do grupo teriam levantado dados pessoais de Camasmie e, posteriormente, informado que haviam conseguido acesso ao armazenamento em nuvem da vítima.

O empresário havia feito críticas ao Banco Master em uma comunidade com participantes do mercado financeiro. Segundo a investigação, a partir dessas manifestações teria ocorrido uma sequência de ações de monitoramento e tentativa de obtenção de informações pessoais.

As mensagens reunidas pela Polícia Federal também apontam que o grupo teria buscado informações como dados cadastrais, documentos e localização do empresário. A PF investiga se essas ações faziam parte de uma estrutura organizada para acompanhar críticos e possíveis opositores do banqueiro.

O caso integra uma investigação mais ampla envolvendo Daniel Vorcaro e pessoas próximas, com apurações sobre supostas práticas como invasão de dispositivos informáticos e outras condutas investigadas pelas autoridades. As acusações ainda dependem de análise judicial e de conclusão dos procedimentos legais.

Da redação Mídia News

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