Lulinha na mira de investigações no STF: dossiê aponta suposto sustento por empreiteira na Espanha
Material recebido por investigadores da Polícia Federal afirma que empresa com contratos bilionários com o governo federal estaria bancando despesas de Fábio Luís Lula da Silva; informação ainda depende de comprovação

As investigações envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ganharam um novo capítulo após investigadores da Polícia Federal receberem um dossiê com informações sobre um suposto apoio financeiro ao empresário durante sua permanência na Espanha.
Segundo reportagem publicada pela revista Veja, o material aponta que Lulinha estaria sendo sustentado no país europeu por uma empreiteira que mantém contratos bilionários com o governo federal. A identidade da construtora não foi revelada publicamente na reportagem. Até o momento, a alegação não representa uma conclusão da Polícia Federal nem comprova a ocorrência de irregularidades.
O novo material surge enquanto o empresário já enfrenta outras frentes de investigação. No início de agosto, a Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um terceiro inquérito contra Lulinha, desta vez para apurar suspeitas de tráfico de influência em favor de empresas com interesses no governo federal. O pedido foi encaminhado ao ministro Flávio Dino após distribuição no Supremo. A defesa nega irregularidades e sustenta que Fábio Luís não atuou para favorecer empresas perante a administração pública.
Uma das empresas já citadas em outra frente de investigação é a 3Structure It Ltda., do setor de tecnologia. Dados divulgados pela CNN Brasil indicam que a companhia mantém contratos vigentes que somam aproximadamente R$ 55,7 milhões com órgãos do governo federal. Outra apuração jornalística, considerando um conjunto mais amplo de contratos, apontou cerca de R$ 81,2 milhões. A suspeita investigada é de eventual atuação de Lulinha em benefício da empresa, algo que também é contestado por sua defesa.
A situação na Espanha também já havia chamado atenção. Em março de 2026, a defesa informou que Lulinha havia se mudado para Madri e aberto uma empresa no país para desenvolver projetos futuros. Na ocasião, o advogado afirmou que a mudança era regular, que o empresário vivia com os filhos na capital espanhola e que retornaria ao Brasil caso fosse chamado pelas autoridades.
O ponto central do novo dossiê agora deverá ser submetido à verificação dos investigadores: identificar a empresa mencionada, comprovar eventual fluxo financeiro e estabelecer se existiu alguma contrapartida relacionada a contratos públicos. Até que essas etapas sejam concluídas, a afirmação de que uma empreiteira estaria custeando Lulinha na Espanha deve ser tratada como suspeita sob apuração, sem conclusão sobre responsabilidade criminal.
Da redação Mídia News





