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Gilmar questiona Fachin e acusa Mendonça de viés eleitoral no caso Master

Decano do STF contesta distribuição de processos, pede novo sorteio de relator e afirma que condução de investigação teve motivação político-eleitoral; Mendonça rejeitou acusação

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), elevou o tom das críticas à condução dos processos relacionados ao caso Master ao questionar procedimentos adotados pelo presidente da Corte, Edson Fachin, e acusar o ministro André Mendonça de atuar com “inequívoco viés político-eleitoral”.

As críticas constam de questão de ordem apresentada por Gilmar durante a sessão extraordinária do Supremo realizada em 15 de setembro. A íntegra da manifestação foi divulgada pelo gabinete do ministro nesta segunda-feira (28).

Questionamento sobre a relatoria

Um dos principais pontos levantados por Gilmar envolve a definição da relatoria dos procedimentos relacionados ao caso Master.

O decano sustentou que Fachin não poderia assumir a relatoria de um dos procedimentos encaminhados por Mendonça sem a realização de sorteio entre os integrantes do tribunal.

Gilmar defendeu, nesse contexto, uma nova distribuição para determinar quem deverá conduzir os processos. O ministro também apoiou a identificação dos magistrados eventualmente mencionados no material reunido pelas investigações.

O STF informou oficialmente que a Petição 16662 chegou à presidência da Corte por encaminhamento de André Mendonça e tem origem em relatório produzido pela Polícia Federal a partir de informações extraídas do celular do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O documento contém supostos diálogos relacionados ao ministro Alexandre de Moraes.

Gilmar acusa Mendonça de viés eleitoral

A parte mais contundente da manifestação foi direcionada a André Mendonça. Gilmar afirmou durante o julgamento que enxergava “inequívoco viés político-eleitoral” na forma como o processo havia sido conduzido.

Segundo a argumentação do decano, o momento escolhido para a produção e divulgação do relatório da Polícia Federal teria provocado repercussões durante o período eleitoral.

Gilmar também questionou o recorte adotado na investigação e sustentou que referências a integrantes do Judiciário deveriam ser examinadas de forma abrangente, em vez de concentrar a apuração apenas sobre determinados nomes.

Mendonça reage às acusações

André Mendonça reagiu imediatamente às declarações durante a sessão do Supremo.

Ao ser acusado de interferência político-eleitoral, Mendonça classificou a manifestação do colega como “leviana” e afirmou: “Não aponte o dedo para mim”.

A troca de acusações evidenciou a divergência entre integrantes do STF sobre a condução dos procedimentos decorrentes das investigações do caso Master.

Julgamento foi suspenso

A discussão ocorreu durante a análise da Petição 16662. O STF discutia uma questão de ordem envolvendo a possibilidade de julgamento conjunto dessa ação com a Petição 16704.

O mérito dos processos não chegou a ser analisado.

O ministro Flávio Dino pediu vista, suspendendo a discussão. Com isso, as acusações feitas por Gilmar Mendes e as questões relacionadas à distribuição e à condução dos procedimentos ainda dependem de deliberação do Supremo.

Da redação Midia News Campo Grande

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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