Reinaldo Azambuja lamenta déficit de 5,7 milhões de moradias no Brasil e defende mais recursos para habitação
Candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul afirma que pretende defender em Brasília a ampliação dos investimentos no setor e destaca ações realizadas durante seus dois mandatos como governador
O déficit habitacional brasileiro foi um dos principais temas abordados pelo candidato ao Senado por Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL), durante entrevista concedida na manhã desta segunda-feira (10) ao programa Boca do Povo, da Rádio Difusora Pantanal, em Campo Grande.
Durante a conversa com o radialista B. de Paula, Azambuja demonstrou preocupação com o número de famílias que ainda enfrentam dificuldades relacionadas à moradia e defendeu a ampliação dos recursos públicos destinados à política habitacional.
Dados referentes a 2024, divulgados pela Fundação João Pinheiro (FJP) em parceria com o Ministério das Cidades, estimam o déficit habitacional brasileiro em 5.773.983 domicílios, equivalente a 7,4% do total de domicílios particulares ocupados no país. O levantamento aponta ainda redução de 3,4% em comparação com 2023.
No Centro-Oeste, o déficit foi estimado em aproximadamente 537,5 mil moradias. A região apresentou índice relativo de 8,7%, segundo os dados referentes a 2024.
Ao comentar o cenário, Reinaldo afirmou que pretende transformar a habitação em uma das áreas prioritárias de sua atuação caso seja eleito para o Senado.
“Hoje, cinco milhões de pessoas ainda precisam de uma casa própria. Financiar habitação é financiar a construção civil, gerar empregos e criar oportunidades”, declarou o candidato durante a entrevista.
Reinaldo também utilizou sua passagem pelo Governo de Mato Grosso do Sul, entre 2015 e 2022, para defender a continuidade dos investimentos habitacionais. Segundo os números apresentados pelo candidato, durante os oito anos de sua administração foram destinados cerca de R$ 1,58 bilhão ao setor, alcançando aproximadamente 33,1 mil famílias por meio da construção de unidades habitacionais, implantação de lotes urbanizados e ações de regularização fundiária.
Ainda conforme os dados apresentados por Reinaldo, somente em Campo Grande foram entregues mais de 5 mil moradias durante suas gestões.
“Melhoramos os programas habitacionais. Entregamos muita habitação, mas esse é um ponto que quero defender em Brasília”, afirmou.
O candidato também argumentou que investimentos na construção de moradias possuem impacto econômico além da política social, especialmente pela geração de empregos na construção civil e pela movimentação de diferentes setores da cadeia produtiva.
Ao encerrar o assunto, Reinaldo defendeu uma redistribuição das prioridades do orçamento federal. “Gastar menos com Brasília e mais com o Brasil”, afirmou, acrescentando que o Senado pode contribuir para ajustes na destinação dos recursos públicos.
Além da habitação, a entrevista abordou assuntos relacionados à segurança pública, saúde, infraestrutura e desenvolvimento de Mato Grosso do Sul.
Da redação Mídia News




