
O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, sinalizou que estaria disposto a apresentar informações envolvendo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, caso avance uma nova negociação para um acordo de colaboração premiada.
A informação foi divulgada nesta quarta-feira (2) pela CNN Brasil. Segundo a apuração, Vorcaro manifestou essa disposição durante depoimento prestado a um juiz auxiliar do gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A oitiva ocorreu na semana passada sem a presença de representantes da Polícia Federal.
Apesar da sinalização, Vorcaro não teria antecipado quais fatos concretos poderia apresentar envolvendo Andrei Rodrigues. Outras reportagens sobre o depoimento apontam que o ex-banqueiro mencionou uma suposta relação anterior com o chefe da PF, mas, até o momento, não apresentou documentos ou outros elementos que comprovem suas alegações.
O movimento ocorre enquanto a defesa de Vorcaro tenta viabilizar uma nova proposta de colaboração premiada. Duas tentativas anteriores não prosperaram porque investigadores avaliaram que o ex-banqueiro não havia apresentado informações suficientemente novas em relação às provas já reunidas. Em depoimento à PF na última sexta-feira (28), a defesa voltou a afirmar que ele estaria disposto a prestar esclarecimentos mais amplos.
Nome de Andrei apareceu em mensagens
O nome do diretor-geral da PF também aparece no material extraído de aparelhos de Vorcaro. Segundo relatório da Polícia Federal, Andrei foi mencionado em conversas relacionadas ao ex-banqueiro, embora seu contato não tenha sido localizado na agenda analisada pelos investigadores.
A CNN informou ainda que mensagens obtidas pela investigação mostram Vorcaro mencionando “Paulo e Andrei” ao tratar com um contato atribuído ao ministro Alexandre de Moraes sobre problemas relacionados às investigações do Banco Master.
Vorcaro também afirmou ter sofrido pressões e intimidações durante o período em que esteve preso e atribuiu à Polícia Federal resistência ao avanço de sua colaboração. Investigadores da PF e integrantes da PGR contestaram essa versão e sustentaram que as propostas anteriores não trouxeram elementos novos suficientes.
Nesta quarta-feira, a PGR pediu o arquivamento das alegações de maus-tratos apresentadas pelo ex-banqueiro, entendendo que o relato não veio acompanhado de elementos concretos que justificassem uma investigação específica.
A eventual nova colaboração ainda depende de negociação e homologação. Portanto, a disposição manifestada por Vorcaro não significa que exista, neste momento, um acordo de delação premiada fechado nem que as acusações mencionadas por ele tenham sido comprovadas.
Da redação Mídia News Campo Grande





