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Moraes determina investigação sobre possível quebra de sigilo fiscal de ministros do STF

Apuração envolve Receita Federal e Coaf e pode alcançar dados de familiares dos magistrados

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou a abertura de uma investigação para apurar possíveis acessos indevidos a dados fiscais de integrantes da Corte e de seus familiares. A medida foi direcionada à Receita Federal e ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A apuração inclui os dez ministros do STF, além de parentes próximos, como pais, filhos, irmãos e cônjuges. A determinação prevê uma ampla varredura nos sistemas internos da Receita, com o objetivo de identificar eventuais irregularidades no acesso às informações protegidas por sigilo fiscal.

De acordo com informações de bastidores, o trabalho investigativo pode envolver cerca de 8 mil procedimentos internos, considerando o volume de consultas e cruzamento de dados necessários para rastrear possíveis acessos indevidos. A complexidade da operação pode impactar o prazo de conclusão da investigação.

O pedido teria sido formalizado há aproximadamente três semanas e está vinculado ao inquérito das Fake News, instaurado em 2019 para apurar ameaças, disseminação de desinformação e ataques direcionados a ministros do STF.

No despacho, Moraes não teria especificado nomes individuais, optando por incluir todos os membros da Corte e seus respectivos familiares dentro do escopo da investigação. A abrangência da medida reforça o caráter preventivo e abrangente da apuração.

Procurada, a Receita Federal informou que não comenta casos específicos devido ao sigilo tributário e judicial. Em nota, o órgão destacou que recebe regularmente determinações judiciais para fornecimento de informações, mas que qualquer divulgação depende de autorização expressa do Poder Judiciário.

Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não se manifestou oficialmente sobre o caso.

O episódio ocorre em meio a preocupações recorrentes com o uso indevido de dados sigilosos e a necessidade de reforçar mecanismos de controle e rastreabilidade dentro de órgãos públicos responsáveis por informações sensíveis.

Da redação Mídia News

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