
A Defensoria Pública do Estado de Goiás ajuizou uma ação civil pública contra as emissoras Globo, CNN Brasil, Record e SBT, solicitando indenização de R$ 1 milhão por danos morais coletivos. A medida tem como base a alegação de que a cobertura jornalística sobre um caso ocorrido em Itumbiara teria contribuído para um processo de “linchamento virtual” contra a mãe de duas crianças mortas recentemente.
De acordo com a Defensoria, o valor pleiteado deverá ser destinado à mulher envolvida e também ao próprio Estado de Goiás. A instituição sustenta que a exposição de conteúdos sensíveis, amplamente repercutidos na mídia e nas redes sociais, agravou o sofrimento da família em um momento de luto.
O caso, registrado há menos de duas semanas, é tratado pelas autoridades como duplo homicídio seguido de suicídio. As investigações apontam que o ex-marido da mulher teria efetuado disparos contra os filhos e, posteriormente, tirado a própria vida.
Segundo a ação, a repercussão ganhou maior intensidade após a divulgação de um vídeo em que a mãe das crianças aparece ao lado de outro homem. Conforme descrito no processo, as imagens teriam sido obtidas por meio de monitoramento contratado pelo ex-companheiro. A Defensoria argumenta que a mulher já não mantinha relacionamento com o autor do crime à época dos fatos.
Ainda conforme os autos, a veiculação do conteúdo teria reforçado interpretações equivocadas e estimulado ataques virtuais. A mulher, segundo o órgão, foi alvo de ofensas públicas, inclusive durante o velório dos filhos, e precisou de escolta policial para garantir sua segurança.
Entre os pedidos apresentados à Justiça estão a retirada, em até 24 horas, de reportagens que mencionem a suposta traição, a exclusão de publicações ofensivas em redes sociais, a fixação de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento e a divulgação de uma retratação formal pelas emissoras.
A Defensoria também solicitou concessão de liminar para remoção imediata dos conteúdos. No entanto, o Tribunal de Justiça de Goiás entendeu que o caso envolve análise jurídica complexa e, por isso, negou decisão em caráter de urgência. O processo seguirá tramitação regular.
Procuradas, as emissoras Globo, Record e SBT não se manifestaram até a última atualização. A CNN Brasil informou que ainda não foi oficialmente notificada e declarou não ter exibido o vídeo citado na ação.
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Da redação Mídia News





