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Erika Hilton deve assumir presidência da Comissão da Mulher na Câmara

Deputada do PSOL pode se tornar a primeira mulher trans a comandar o colegiado na história do Parlamento

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) deve ser confirmada como nova presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados. A indicação foi construída por meio de articulação entre partidos, mas ainda precisa ser formalizada por votação interna do colegiado.

Caso seja aprovada, a parlamentar se tornará a primeira mulher trans a presidir a comissão, marcando um fato inédito na história do Legislativo brasileiro. Atualmente, Erika Hilton já integra a mesa diretora do grupo, ocupando o cargo de terceira vice-presidente.

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher é responsável por debater e acompanhar políticas públicas voltadas ao universo feminino, incluindo temas como combate à violência doméstica, direitos reprodutivos, maternidade e proteção de crianças e adolescentes.

Propostas e prioridades

Em declarações recentes, Erika Hilton afirmou que pretende ampliar o debate sobre políticas de gênero dentro da comissão. Entre os temas que devem ganhar maior destaque, está o enfrentamento ao transfeminicídio, termo utilizado para caracterizar assassinatos de mulheres trans motivados por violência de gênero.

A deputada também defende o fortalecimento de políticas públicas voltadas à inclusão e à garantia de direitos para grupos historicamente vulneráveis, buscando ampliar o escopo de atuação do colegiado.

Mudança no comando

Atualmente, a comissão é presidida pela deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG), que ocupa o cargo nesta legislatura. Com a possível mudança, Erika Hilton assumirá a liderança do grupo, dando continuidade às discussões já em andamento e podendo imprimir novas diretrizes ao colegiado.

A definição oficial sobre a presidência ainda depende da votação interna da Câmara dos Deputados, que deve ocorrer nos próximos dias.

A eventual eleição de Erika Hilton reforça a diversidade de representações no Parlamento e amplia o debate sobre políticas públicas voltadas às mulheres e às questões de gênero no país.

Da redação Mídia News

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