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Surto de Ebola faz Congo mudar preparação para a Copa do Mundo de 2026

Seleção cancelou etapa em Kinshasa e seguirá preparação na Bélgica para cumprir exigências sanitárias antes de entrar nos Estados Unidos

O surto de Ebola na República Democrática do Congo obrigou a seleção nacional de futebol a alterar parte da preparação para a Copa do Mundo de 2026. A equipe cancelou atividades previstas em Kinshasa, capital do país, incluindo uma etapa de treinos e eventos de despedida com torcedores, e transferiu a programação para a Europa.

A mudança ocorre após medidas sanitárias adotadas pelos Estados Unidos, país que receberá parte dos jogos do Mundial. As restrições atingem estrangeiros que tenham passado recentemente por áreas afetadas pelo surto, como República Democrática do Congo, Uganda e Sudão do Sul, no período de 21 dias antes da chegada ao território norte-americano.

Com isso, integrantes da delegação congolesa precisaram reorganizar a logística para evitar riscos de impedimento de entrada nos Estados Unidos. A seleção seguirá em preparação na Bélgica, onde deve permanecer em ambiente controlado antes do deslocamento para Houston, no Texas, base da equipe durante a competição.

Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a equipe congolesa tinha previsto realizar parte da preparação em Kinshasa como forma de contato com a torcida antes da viagem para o Mundial. No entanto, diante do avanço do surto e das exigências de controle sanitário, a etapa no país africano foi cancelada.

A República Democrática do Congo está no Grupo K da Copa do Mundo de 2026 e tem estreia marcada contra Portugal, em Houston. Na sequência, enfrentará Colômbia e Uzbequistão. A participação no torneio marca um momento histórico para o país, que volta a disputar uma Copa após décadas de ausência.

Autoridades sanitárias internacionais monitoram o avanço da doença, especialmente por se tratar de uma variante rara do vírus Ebola. A situação também mobiliza organismos esportivos e autoridades norte-americanas, que afirmam acompanhar o caso em conjunto com a Fifa e a federação congolesa.

Apesar da mudança de planos, representantes da seleção minimizaram o impacto esportivo e destacaram que a maior parte do elenco atua fora do país africano. A prioridade, neste momento, é cumprir os protocolos de saúde e garantir a chegada da delegação aos Estados Unidos sem entraves.

Da redação Mídia News

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