
A Operação Ágata, principal ação das Forças Armadas para o combate ao crime organizado nas regiões de fronteira do Brasil, registrou uma redução de 35,5% nos recursos destinados durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em comparação com a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo dados do Ministério da Defesa.
Os números indicam que a diminuição dos investimentos ocorre em um momento de crescente preocupação com o avanço de organizações criminosas que atuam no tráfico de drogas, armas, contrabando, garimpo ilegal e crimes ambientais nas fronteiras brasileiras.
De acordo com o levantamento, a queda nos recursos destinados à Operação Ágata faz parte de uma tendência observada na última década. Em comparação aos investimentos realizados há dez anos, os gastos acumulam redução de aproximadamente 71%.
A Operação Ágata é coordenada pelo Ministério da Defesa e reúne Exército, Marinha e Aeronáutica em ações conjuntas com órgãos como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal, Ibama e outras instituições de fiscalização. As operações incluem patrulhamento terrestre, fluvial e aéreo, além de ações de inteligência e repressão ao crime organizado.
Especialistas em segurança pública apontam que o controle das fronteiras é considerado estratégico para reduzir a entrada de drogas, armas e mercadorias ilegais no território nacional. O Brasil possui cerca de 16,9 mil quilômetros de fronteiras terrestres com dez países da América do Sul, o que representa um dos maiores desafios logísticos para as forças de segurança.
O Ministério da Defesa afirma que as operações de vigilância continuam sendo realizadas conforme o planejamento estratégico e que os recursos disponíveis são distribuídos de acordo com as prioridades estabelecidas pelo governo federal.
Da redação Mídia News





