
A segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) reforçou as restrições ao trabalho de fotógrafos e cinegrafistas nas proximidades das vidraças do edifício-sede da Corte, em Brasília. A mudança ocorreu após a grande repercussão de uma fotografia mostrando os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin sorrindo na saída de uma sessão do plenário.
A imagem foi registrada na quarta-feira (2) pelo fotógrafo Brenno Carvalho, do jornal O Globo. O presidente do STF, Edson Fachin, também aparece no registro, mas de costas. A fotografia ganhou repercussão justamente no momento em que o Supremo enfrenta uma crise relacionada às mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Segurança reforça restrição nas vidraças
Na quinta-feira (3), profissionais de imprensa que tentavam novamente registrar a movimentação dos ministros foram repreendidos por integrantes da segurança e orientados a se afastar das vidraças e das frestas das cortinas.
Segundo relatos de jornalistas que fazem a cobertura cotidiana do Supremo, restrições para fotografar áreas internas já existiam. O que mudou após a repercussão da fotografia foi o rigor da fiscalização. As frestas permitem visualizar áreas como o Salão Branco, utilizado pelos ministros na saída do plenário.
A CNN Brasil informou que questionou o STF sobre o reforço das restrições e sobre os critérios utilizados para permitir ou impedir a captação de imagens, mas a Corte não havia se manifestado até a publicação da reportagem.
Foto repercutiu durante crise no Supremo
O registro dos ministros sorrindo ocorreu após a primeira sessão presencial do STF desde a divulgação de novos elementos relacionados às mensagens de Daniel Vorcaro.
Moraes aparece na fotografia ao lado de Gilmar Mendes e Cristiano Zanin. Fachin aparece de costas. André Mendonça, relator das investigações relacionadas ao Banco Master, não estava no local no momento do registro, segundo informações divulgadas pelo UOL.
Ainda de acordo com o UOL, ministros afirmaram que as risadas foram provocadas por brincadeiras feitas por Flávio Dino durante a conversa entre os integrantes da Corte, relacionadas ao julgamento realizado naquele dia e a uma gravata usada por Luiz Fux. Portanto, não há comprovação de que os ministros estivessem rindo da crise envolvendo o Banco Master.
Caso Master aumenta tensão interna
A repercussão ocorre em meio aos desdobramentos do relatório da Polícia Federal envolvendo mensagens de Vorcaro. O material ganhou publicidade depois que André Mendonça retirou o sigilo do relatório e aumentou a pressão sobre o Supremo para esclarecer as circunstâncias das comunicações investigadas.
A fotografia e o posterior endurecimento das regras para obtenção de imagens dos ministros acrescentaram um novo episódio à crise institucional. O ponto confirmado pelas diferentes reportagens é que a segurança passou a aplicar com maior rigor uma restrição que, segundo profissionais da imprensa, já existia anteriormente.
Da redação Mídia News Campo Grande





