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Clima de apreensão toma conta da campanha de Lula com popularidade travada e medo de derrota

Aliados demonstram frustração com a estagnação nas pesquisas, enquanto disputa contra Flávio Bolsonaro aparece apertada em cenários de segundo turno

O clima de preocupação aumentou entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante da dificuldade de transformar o início oficial da campanha eleitoral em crescimento consistente nas pesquisas. Candidato a um quarto mandato, Lula continua liderando levantamentos de primeiro turno, mas enfrenta uma disputa apertada nas simulações de segundo turno.

A apreensão ganhou força depois dos números mais recentes do Datafolha. Levantamento divulgado em 3 de setembro mostrou que 42% dos entrevistados consideram o governo ruim ou péssimo, enquanto 31% avaliam a administração como ótima ou boa. Outros 25% classificam a gestão como regular.

Na aprovação pessoal, 51% desaprovam o trabalho de Lula e 45% aprovam. A pesquisa ouviu 2.002 eleitores em 125 municípios nos dias 1º e 2 de setembro e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Disputa apertada

Apesar das dificuldades na avaliação do governo, Lula permanece na liderança do primeiro turno. No Datafolha divulgado na última quinta-feira (3), o petista aparece com 38% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro (PL). Augusto Cury (Avante) registra 8%.

A situação fica mais apertada em eventual segundo turno. O Datafolha aponta Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 44%, resultado que configura empate técnico considerando a margem de erro.

Outros levantamentos apresentam cenário semelhante. Na pesquisa Quaest, Lula aparece com 42% contra 41% de Flávio. Já a RealTime Big Data registrou empate de 44% a 44%. Na Futura/Apex, Lula marcou 45,6% e Flávio, 45,2%.

Cobrança por mudanças

Nos bastidores, a estagnação provocou cobranças sobre a condução da campanha. Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, Lula demonstrou insatisfação com os resultados e decidiu restringir seu núcleo político mais próximo, diante também de reclamações sobre vazamentos de estratégias e problemas na organização da campanha.

Aliados esperavam que a exposição proporcionada pela campanha e as medidas adotadas pelo governo ajudassem a elevar a popularidade presidencial. Até agora, porém, esse movimento não apareceu de forma significativa.

A avaliação dentro do grupo governista é de que Lula precisa construir uma agenda capaz de mobilizar o eleitorado e apresentar com maior clareza as propostas para um eventual quarto mandato. Também pesam na estratégia temas como custo de vida, economia, segurança pública e episódios negativos que têm ocupado espaço no debate político.

Com menos de um mês para o primeiro turno, as pesquisas indicam que a eleição segue aberta. Embora Lula mantenha vantagem na primeira etapa da disputa, a proximidade de Flávio Bolsonaro nas simulações de segundo turno elevou o grau de alerta no núcleo da campanha petista.

Da redação Mídia News Campo Grande

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