Treze ex-ministros do STF cobram Fachin e pedem sessão urgente para apurar “gravíssimos fatos”
Carta classifica momento como a “mais aguda crise” da história do Supremo e pede investigação imediata e rigorosa sob o devido processo legal

Treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF), entre eles ex-presidentes da Corte, enviaram uma carta ao presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, pedindo a convocação urgente de uma sessão pública do plenário para discutir a crise que atinge a instituição.
O documento foi assinado nesta segunda-feira (7) e ganhou repercussão nesta terça-feira (8). Os ex-ministros classificam o atual momento como a “mais aguda crise” da história do Supremo e defendem uma apuração “imediata e rigorosa” dos fatos que vieram a público nas últimas semanas.
Ex-ministros demonstram apoio a Fachin
Apesar do tom de preocupação, os signatários manifestam confiança na condução do presidente do STF. Na carta, afirmam confiar na “seriedade, discernimento e firmeza” de Fachin para enfrentar a situação.
Eles defendem que seja convocada, “com toda a urgência”, uma sessão pública para que o plenário determine a investigação dos fatos, respeitando o devido processo legal.
Segundo o documento, os acontecimentos são considerados “gravíssimos” e estariam comprometendo o prestígio e a autoridade do STF, a confiança da população e até a estabilidade das instituições democráticas.
Carta não cita Moraes nem Mendonça
Embora seja divulgada em meio à forte tensão envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, a carta não menciona nominalmente nenhum dos dois e também não cita diretamente o caso Banco Master.
A crise se intensificou após a divulgação de material produzido pela Polícia Federal a partir da análise do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O episódio desencadeou uma sequência de manifestações e decisões envolvendo Moraes, Mendonça e a presidência do Supremo. Fachin já solicitou esclarecimentos aos envolvidos e concedeu prazo de cinco dias para manifestações.
Quem assinou o documento
A carta é assinada por Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber.
Entre os nomes estão diversos ex-presidentes do Supremo e ministros que tiveram participação de destaque na história recente do Judiciário brasileiro.
A manifestação aumenta a pressão para que Fachin dê uma resposta institucional à crise e leve o assunto ao plenário, permitindo que os integrantes da Corte decidam publicamente quais medidas deverão ser adotadas. A carta não pede afastamentos nem antecipa eventuais punições, mas cobra transparência e uma apuração formal dos episódios.
Da redação Mídia News Campo Grande




