
A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro apresentou nesta sexta-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para revogar sua prisão preventiva. Entre os principais argumentos apresentados pelos advogados está o pedido de vista feito pelo ministro Flávio Dino durante a sessão do Supremo realizada na terça-feira (15), que interrompeu a análise de uma questão relacionada aos procedimentos envolvendo o caso Master.
O requerimento foi encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. Segundo a defesa, o pedido de vista ampliou a indefinição sobre a condução dos procedimentos relacionados à Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas envolvendo o antigo Banco Master.
Pedido de vista entra na estratégia da defesa
Na sessão de 15 de setembro, Dino pediu vista durante a discussão de uma questão de ordem relacionada à tramitação de procedimentos decorrentes das investigações. Com isso, a conclusão da análise foi suspensa.
Os advogados de Vorcaro argumentam que essa indefinição institucional não deveria resultar na continuidade da prisão preventiva por período indeterminado.
A defesa também sustenta que o prazo de 90 dias para a reavaliação da necessidade da prisão teria terminado no fim de agosto sem uma nova decisão sobre a manutenção da medida. Esse ponto aparece como outro fundamento relevante do pedido apresentado ao Supremo.
Vorcaro está preso desde março e permanece no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida como Papudinha.
Defesa oferece medidas cautelares como alternativa
Caso Fachin não determine a revogação da prisão, os advogados pedem que a preventiva seja substituída por medidas cautelares. Entre as possibilidades mencionadas estão restrições de deslocamento e monitoramento eletrônico.
A defesa afirma ainda que Vorcaro vem manifestando disposição para colaborar com as autoridades e sustenta que os riscos que originalmente fundamentaram a prisão poderiam ser controlados por medidas menos severas. Trata-se, contudo, da argumentação apresentada pelos advogados, que ainda depende de decisão judicial.
O novo pedido ocorre em meio aos desdobramentos do caso Master no Supremo e à discussão interna sobre a condução dos procedimentos relacionados às investigações. Até a apresentação da solicitação, não havia decisão sobre a libertação de Vorcaro.
Da redação Mídia News Campo Grande





