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Andrei Rodrigues sai de férias e reunião com Mendonça fica sem data em meio à tensão entre PF e STF

Diretor-geral da Polícia Federal iniciou período de descanso já programado enquanto permanece pendente encontro com ministro do Supremo para discutir divergências envolvendo investigações sensíveis

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, iniciou um período de férias de uma semana em meio ao momento de tensão entre a cúpula da corporação e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Com o afastamento temporário, permanece sem definição de data uma reunião entre os dois destinada a tratar das divergências surgidas na condução de investigações consideradas sensíveis.

As férias de Rodrigues, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (11), já estavam programadas anteriormente. A coincidência com o impasse institucional, entretanto, adiou na prática a possibilidade de uma conversa imediata entre o diretor-geral e Mendonça.

O encontro vinha sendo discutido como uma tentativa de reduzir as tensões entre o gabinete do ministro e setores da Polícia Federal. André Mendonça é relator de investigações que incluem o caso envolvendo o Banco Master e apurações relacionadas às fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Nos últimos dias, o desgaste ganhou dimensão pública. Os 27 superintendentes regionais da Polícia Federal divulgaram nota conjunta em defesa da direção-geral da instituição. No documento, os dirigentes reafirmaram a missão institucional e a atuação técnica da corporação em meio às divergências com o ministro do Supremo.

A crise também provocou movimentação dentro do governo federal. André Mendonça chegou a se reunir com integrantes do Executivo em uma tentativa de evitar o aprofundamento do conflito entre a PF e o STF. Uma das alternativas discutidas foi justamente uma conversa direta entre Mendonça e Andrei Rodrigues, mas o encontro continuava sem data definida.

O episódio ocorre enquanto avançam investigações de grande repercussão política e econômica. No caso do Banco Master, Mendonça assumiu a relatoria das apurações no Supremo em fevereiro. Paralelamente, o ministro acompanha investigações relacionadas ao esquema de descontos e outras irregularidades envolvendo beneficiários do INSS.

Até o momento, não há informação pública de que as férias de Andrei Rodrigues tenham sido motivadas pelo conflito com Mendonça. Por isso, embora o afastamento temporário prolongue a indefinição sobre o encontro, não é possível afirmar que o diretor-geral tenha decidido sair de férias para evitar ou deliberadamente adiar a reunião.

Da redação Mídia News

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