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Bannon afirma que eleição no Brasil foi “roubada” após vitória de Lula e cobra reação de Trump

Ex-estrategista da Casa Branca questiona resultado do segundo turno, critica prorrogação da votação e defende rompimento das relações diplomáticas entre Estados Unidos e Brasil

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O estrategista político norte-americano Steve Bannon, responsável pela campanha presidencial de Donald Trump em 2016 e ex-conselheiro da Casa Branca, afirmou nesta segunda-feira (26) que a eleição presidencial brasileira foi “roubada”. A declaração foi publicada na rede social Gettr, um dia após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno realizado domingo (25).

Na publicação, Bannon compartilhou um trecho de reportagem do jornal norte-americano The New York Times sobre a decisão judicial que prorrogou o horário de votação em determinadas seções eleitorais brasileiras. Ao comentar o episódio, escreveu a expressão “Stolen in Brazil”, traduzida como “Roubada no Brasil”.

A acusação repercutiu entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e integrantes de movimentos conservadores internacionais. Entretanto, Bannon não apresentou provas de fraude eleitoral.

Prorrogação da votação provoca questionamentos

A principal crítica do ex-estrategista de Trump está relacionada à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a extensão da votação das 17h para as 19h no domingo.

A medida foi adotada diante de relatos de dificuldades no transporte público em cidades como Salvador e São Paulo, além de outros problemas que poderiam prejudicar o comparecimento dos eleitores.

A decisão provocou controvérsia porque parte das urnas eletrônicas já havia encerrado suas atividades quando a prorrogação foi anunciada.

Posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que a extensão seria aplicada somente às seções que permaneciam abertas, sem reabertura das urnas já encerradas.

Bannon pede rompimento diplomático com o Brasil

Além de questionar o resultado eleitoral, Steve Bannon defendeu uma reação contundente do governo norte-americano.

Durante manifestação em seu programa político, o ex-assessor pediu que o presidente Donald Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio, interrompessem as relações diplomáticas e comerciais com o Brasil.

Bannon classificou o futuro governo de Lula como ilegítimo e afirmou que os acontecimentos brasileiros poderiam representar um alerta para as eleições legislativas norte-americanas, previstas para novembro.

O estrategista também criticou veículos de comunicação dos Estados Unidos pela cobertura da vitória do presidente brasileiro.

As manifestações representam posições pessoais de Bannon e não constituem anúncio oficial de qualquer medida diplomática do governo norte-americano.

Flávio Bolsonaro também contesta resultado

A manifestação ocorre em meio à reação de Flávio Bolsonaro ao resultado das urnas.

O candidato do PL afirmou que pretende recorrer à Justiça Eleitoral para solicitar a anulação do segundo turno, questionando principalmente os acontecimentos relacionados à prorrogação da votação.

De acordo com o resultado divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral, Lula conquistou aproximadamente 51,8% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu cerca de 48,2%.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, declarou que a votação ocorreu com segurança e que a decisão sobre o horário não comprometeu o resultado eleitoral.

Histórico de críticas às eleições brasileiras

Esta não é a primeira vez que Steve Bannon questiona o sistema eleitoral brasileiro.

Em 2022, após a derrota de Jair Bolsonaro para Lula, o estrategista norte-americano também levantou suspeitas sobre a apuração e defendeu que o então presidente brasileiro não reconhecesse imediatamente o resultado.

Bannon mantém proximidade política com integrantes da família Bolsonaro, especialmente Eduardo Bolsonaro, e participa de articulações de movimentos conservadores internacionais.

A nova manifestação amplia a repercussão internacional das eleições brasileiras de 2026 e coloca novamente em discussão as relações políticas entre Brasília e Washington.

Apesar das acusações divulgadas nas redes sociais, até o momento não foram apresentadas evidências que comprovem adulteração dos votos ou fraude capaz de modificar o resultado oficial do segundo turno.

Da redação Mídia News Campo Grande

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