
Tchácau,Tchácau, Tchácau
Água mais funda
Puurrr Puurr Puurr
Depois novamente
Tchácau, Tchácau, Tchácau
Finamente, suspiro, silêncio
Bolapé, nado Bolapé nado
Mesmo com barulho das mudanças climáticas, e da seca que não chegou no Pantanal, pantaneiros não param, continuam em ação na batida do antigo caminho.
Não pára para perder tempo em se lamentar por conhecer que o fluxo e o refluxo das águas, são a essência da vida no Pantanal e perder essa hora certa de lascar o fósforo nas rodas de macega, significa proibir a única medida para apagar o repetido, e lucrativo, negócio de aguardar a ignição, por acúmulo de combustível desvitalizado em parques e reservas.
Enquanto prevalecer a óbvia destruição impune da fauna e flora, sempre caprichando na divulgação do cinismo, em permanente pose de vitimização.
O filósofo Marco Tulio Cícero já previa em 106 aC:
“-Impunitatis spes maxima illecebra est peccandi” ou o maior estímulo para o crime é a expectativa da impunidade.
Seguindo a filosofia do amigo Tácito Loureiro em seu “Guia de Conduta Ética e de Respeito ao Pantanal Sustentável”, ao tratar do Princípio da Humildade Ecológica:
“-Nenhum ser humano conhece o Pantanal melhor do que o próprio pantaneiro. Toda e qualquer intervenção deveria começar por escutar quem , por viver há tanto tempo nele, se tornou parte integrante da sustentabilidade e da beleza que ostenta. “
O pantaneiro tira humidemente, a trilha antiga da perpétua mudança dos humores da amiga água, sua razão de seguir em ação para manter, da vida no Pantanal, a sustentação.
Armando Arruda Lacerda
Seguindo batida antiga
