
O presidente da Argentina, Javier Milei, não poderá visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro durante sua passagem pelo Brasil, prevista para o dia 25 de julho. O encontro foi inviabilizado pelas novas restrições determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu por 30 dias o recebimento de visitas por Bolsonaro.
A defesa do ex-presidente havia protocolado no STF um pedido de autorização para a visita de Milei. Segundo as informações divulgadas, o encontro estava previsto para ocorrer durante a passagem do presidente argentino por Brasília, onde ele também participaria da Convenção Nacional do PL.
Milei havia anunciado anteriormente a intenção de viajar ao Brasil para participar do evento partidário e manifestar apoio ao senador Flávio Bolsonaro. A convenção está relacionada à candidatura presidencial do parlamentar pelo PL nas eleições de 2026. Durante a viagem, o presidente argentino também pretendia encontrar Jair Bolsonaro.
O cenário mudou após Moraes manter a prisão domiciliar do ex-presidente e estabelecer novas restrições. Entre as medidas está a suspensão, pelo período de 30 dias, do direito de Bolsonaro receber visitantes, inclusive familiares, permanecendo exceções para atendimentos de médicos, fisioterapeutas e advogados.
Diante da determinação, a visita de Milei acabou impedida pelas regras atualmente impostas ao ex-presidente. Neste sábado (18), também foi noticiado que Moraes negou o pedido apresentado para autorizar o encontro.
A situação acrescenta um componente político à passagem de Milei pelo Brasil. O presidente argentino mantém proximidade pública com a família Bolsonaro e já manifestou apoio político a aliados do ex-presidente brasileiro.
Mesmo sem o encontro com Jair Bolsonaro, a agenda de Milei no Brasil mantém relevância no cenário político por ocorrer em meio às articulações para as eleições presidenciais de 2026 e pela participação prevista do argentino na convenção partidária.
Da redação Mídia News





