
O conselheiro político de Jason Miller voltou a provocar o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes após a Justiça da Flórida autorizar o avanço de uma ação movida pela Trump Media & Technology Group e pela plataforma Rumble.
Em publicação nas redes sociais, Miller ironizou o magistrado brasileiro ao afirmar que Moraes “ficará ótimo com tornozeleira eletrônica”, em referência às recentes medidas cautelares aplicadas no Brasil contra investigados por supostos ataques à democracia e disseminação de desinformação.
A declaração ocorreu depois que um tribunal norte-americano autorizou o prosseguimento do processo apresentado pela Trump Media e pela Rumble. As empresas alegam que decisões judiciais brasileiras teriam extrapolado jurisdição internacional ao determinar bloqueios de contas e conteúdos hospedados em plataformas sediadas nos Estados Unidos.
O caso ganhou repercussão internacional por envolver discussões sobre liberdade de expressão, soberania digital e limites da atuação judicial em plataformas globais. A ação busca contestar ordens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes relacionadas à remoção de perfis e conteúdos considerados ilegais pela Justiça brasileira.
Jason Miller, que integra o círculo político próximo do ex-presidente Donald Trump, já havia criticado decisões do STF em outras ocasiões. O estrategista também mantém relação com setores conservadores brasileiros e frequentemente comenta temas políticos ligados ao Brasil em suas redes sociais.
Até o momento, o Supremo Tribunal Federal não se pronunciou oficialmente sobre as declarações do conselheiro norte-americano. Especialistas em direito internacional avaliam que o caso pode abrir novos debates sobre a atuação de autoridades nacionais sobre empresas estrangeiras de tecnologia, especialmente em temas envolvendo moderação de conteúdo e ordens judiciais transnacionais.
A discussão também ocorre em meio ao aumento das tensões políticas entre grupos conservadores brasileiros e decisões do STF relacionadas a investigações sobre atos antidemocráticos, fake news e ataques às instituições.
O episódio repercutiu rapidamente entre parlamentares, influenciadores e usuários das redes sociais, ampliando o embate político em torno da atuação do Judiciário brasileiro e da influência internacional de decisões tomadas pelo Supremo.
Da redação Mídia News




