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Deputado petista que defende fim da escala 6×1 é alvo de ação trabalhista por suposta jornada de até 16 horas

Ex-motorista cobra reconhecimento de vínculo empregatício, horas extras e verbas rescisórias; parlamentar nega irregularidades e diz que o caso está sob análise da Justiça

O deputado federal Kiko Celeguim, presidente estadual do PT em São Paulo e defensor da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6×1, é alvo de uma ação trabalhista movida por um ex-motorista que alega ter sido submetido a jornadas de até 16 horas diárias, sem registro formal em carteira de trabalho.

Segundo informações do processo, que tramita na Justiça do Trabalho de Franco da Rocha (SP), o trabalhador afirma que atuava de segunda-feira a domingo, das 6h às 22h, sem intervalo para almoço, além de exercer atividades particulares para o parlamentar e sua família. O valor atribuído à causa se aproxima de R$ 400 mil.

Na ação, o ex-motorista pede o reconhecimento do vínculo empregatício, pagamento de horas extras e demais verbas trabalhistas. Entre as funções relatadas, estariam o transporte do deputado, de familiares, da empregada doméstica da residência e até o deslocamento de animais de estimação para atendimento em pet shop.

O caso ganhou repercussão por envolver um parlamentar que se posicionou favoravelmente à Proposta de Emenda à Constituição que prevê mudanças nas atuais jornadas de trabalho, especialmente no modelo conhecido como escala 6×1. A coincidência entre o discurso público em defesa de melhores condições de trabalho e as acusações apresentadas pelo ex-funcionário tem sido explorada por adversários políticos nas redes sociais e em veículos de imprensa.

De acordo com reportagens sobre o processo, a defesa de Kiko Celeguim chegou a solicitar segredo de Justiça e o adiamento de uma audiência prevista para ocorrer em maio deste ano. O pedido foi aceito pela Justiça.

Procurado para comentar as acusações, o deputado afirmou, por meio de nota, que o caso possui caráter privado e está sendo discutido na esfera judicial, motivo pelo qual não se manifestaria sobre o mérito das alegações neste momento. Até o momento, não há decisão definitiva da Justiça sobre o caso.

Da redação Mídia News

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