
A contestação apresentada por Delcídio Amaral (PRD) contra a pesquisa AtlasIntel divulgada no início de setembro teve novo desdobramento na Justiça Eleitoral. O Ministério Público Eleitoral (MPE) manifestou-se pela procedência da representação que questiona a regularidade do levantamento realizado em Mato Grosso do Sul.
A pesquisa AtlasIntel foi divulgada em 3 de setembro e registrada na Justiça Eleitoral sob o número MS-02047/2026. O levantamento ouviu 1.204 eleitores entre os dias 27 de agosto e 1º de setembro, com margem de erro informada de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
MPE aponta problemas no registro
Segundo as informações apresentadas na representação e analisadas pelo Ministério Público Eleitoral, foram identificados problemas relacionados aos dados registrados para a realização da pesquisa.
Entre os pontos mencionados estão a ausência de complementação, dentro do prazo previsto, das informações referentes aos municípios e bairros abrangidos pelo levantamento.
O parecer também aponta divergências entre o plano amostral informado e o questionário efetivamente aplicado, especialmente em categorias relacionadas à escolaridade e à renda dos entrevistados.
Diante desses elementos, o Ministério Público Eleitoral opinou para que a pesquisa registrada sob o número MS-02047/2026 seja considerada não registrada, com a aplicação das consequências previstas na legislação eleitoral.
Delcídio questionou metodologia
A representação foi apresentada por Delcídio Amaral após a divulgação do levantamento. O candidato questionou aspectos relacionados à metodologia e às informações disponibilizadas para fiscalização da pesquisa.
“Pesquisa eleitoral é coisa séria. Não se trata de concordar ou discordar de números. Trata-se de garantir transparência, segurança e respeito às regras. O eleitor tem o direito de saber como esses números são produzidos”, afirmou Delcídio.
A manifestação do MPE representa um parecer dentro do processo e não corresponde à decisão definitiva sobre a validade da pesquisa.
Decisão ainda depende da Justiça Eleitoral
O processo agora aguarda pronunciamento da Justiça Eleitoral, que deverá analisar os argumentos apresentados pelas partes e a manifestação do Ministério Público Eleitoral.
Até que haja decisão judicial, portanto, o parecer do MPE deve ser tratado como uma manifestação favorável à representação apresentada contra a pesquisa, sem antecipar o resultado definitivo do processo.
O levantamento questionado apontou Eduardo Riedel (PP) com 49% das intenções de voto para o Governo de Mato Grosso do Sul, seguido por Fábio Trad (PT), com 26%, e João Henrique Catan (Novo), com 12,4%. Delcídio Amaral apareceu com 0,3%.
Da redação Midia News Campo Grande




