
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), reagiu à investigação envolvendo um contrato de Wi-Fi da administração municipal e afirmou que a apuração teria sido provocada por uma denúncia apresentada por um militante ligado ao PT. Segundo Nunes, as informações usadas para levantar suspeitas contra a Prefeitura seriam falsas e poderão ser esclarecidas no decorrer das investigações.
O caso ganhou repercussão após a Polícia Federal avançar sobre suspeitas relacionadas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade que mantém contrato com a Prefeitura de São Paulo para instalação e manutenção de pontos de internet gratuita. A instituição também aparece nas investigações relacionadas à produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nunes questiona origem da investigação
Nunes sustenta que a denúncia que colocou o contrato municipal sob suspeita teria partido de uma pessoa ligada politicamente ao PT. O prefeito afirma que os elementos apresentados não correspondem à realidade e defende que a administração municipal não cometeu irregularidades.
O prefeito também questionou a inclusão do contrato de Wi-Fi da capital paulista na investigação que tramita no Supremo Tribunal Federal. Segundo Nunes, os recursos empregados no contrato municipal não são provenientes de emendas parlamentares, ponto que, na avaliação dele, diferencia a contratação da Prefeitura das emendas investigadas no caso envolvendo o filme.
A investigação relacionada a “Dark Horse” está sob supervisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal apura suspeitas envolvendo recursos públicos, empresas e entidades relacionadas ao projeto. Em uma das operações, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em quatro estados.
Prefeitura nega irregularidades
A gestão de Ricardo Nunes afirma que o contrato destinado ao programa de Wi-Fi gratuito passou pelos procedimentos administrativos exigidos e que os serviços foram efetivamente prestados. A Prefeitura também declarou que vem colaborando com as autoridades responsáveis pelas investigações.
O contrato com o Instituto Conhecer Brasil tornou-se um dos pontos de atenção porque Karina Ferreira da Gama, presidente do ICB, também está relacionada à produtora responsável pelo filme sobre Bolsonaro. Investigadores apuram se houve circulação irregular de recursos entre entidades e empresas envolvidas. Karina nega irregularidades.
Nunes, por sua vez, afirma não ser contrário à realização de investigações, mas cobra esclarecimentos sobre a inclusão da Prefeitura de São Paulo no caso. Para o prefeito, a apuração deverá demonstrar se as acusações que atingiram sua administração possuem fundamento.
Até a conclusão das investigações, as suspeitas permanecem sob apuração e não representam comprovação de irregularidade por parte da Prefeitura ou dos demais investigados.
Da redação Midia News Campo Grande





