Rota Bioceânica movimenta US$ 268 milhões e amplia mercados para Campo Grande
Comércio com Chile, Bolívia, Paraguai e Argentina já representa 29% do fluxo internacional da Capital, enquanto exportações avançam 35,6% em 2026

A integração de Campo Grande com os países ligados à Rota Bioceânica começa a ganhar peso expressivo na economia da Capital. Entre janeiro e agosto de 2026, as operações comerciais com Chile, Bolívia, Paraguai e Argentina movimentaram US$ 268,3 milhões, representando 29,09% de todo o fluxo de comércio exterior do município no período.
Os números constam no Boletim Econômico de setembro elaborado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades) e reforçam a posição estratégica de Campo Grande no processo de integração econômica sul-americana.
Bolívia e Chile ganham destaque
Do volume comercializado com os países ligados ao corredor, US$ 172,8 milhões estão relacionados principalmente à entrada de gás natural e combustíveis provenientes da Bolívia.
No sentido das exportações, o Chile aparece como um mercado importante para a produção campo-grandense. As vendas de carnes para o país alcançaram US$ 47 milhões.
A expectativa é de que o avanço da integração logística proporcionado pela Rota Bioceânica favoreça a diversificação dos destinos das mercadorias produzidas na Capital e abra novas oportunidades para empresas do agronegócio, agroindústria, comércio e serviços.
Exportações crescem 35,6%
O fortalecimento das relações com os países sul-americanos ocorre em um período de expansão das exportações de Campo Grande.
Nos primeiros oito meses de 2026, o município exportou US$ 631,3 milhões, crescimento de 35,6% na comparação com o mesmo período de 2025.
O desempenho foi impulsionado principalmente pelo agronegócio e pela agroindústria. Carnes bovinas, óleos vegetais e derivados de grãos estão entre os produtos de maior participação nas vendas externas.
Com o avanço das exportações, Campo Grande acumulou saldo positivo de US$ 340,3 milhões na balança comercial até agosto.
Campo Grande mira novos mercados
A posição geográfica da Capital é considerada um dos principais ativos para aproveitar a consolidação do Corredor Bioceânico. A ligação terrestre entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile tende a reduzir distâncias logísticas e ampliar as alternativas para o acesso aos mercados internacionais.
A prefeita Adriane Lopes destacou que a integração pode fortalecer a posição de Campo Grande no cenário econômico sul-americano e gerar novas oportunidades para o setor produtivo.
Segundo a administração municipal, o objetivo é preparar o ambiente econômico para que empresas e produtores possam aproveitar a ampliação das conexões comerciais, atraindo investimentos e alcançando novos consumidores.
O secretário da Semades, Ademar Silva Junior, também ressaltou que a diversificação dos mercados pode proporcionar maior segurança ao setor produtivo e estimular novos negócios.
Com quase um terço do fluxo de comércio exterior da Capital já relacionado aos quatro países envolvidos na integração regional, a Rota Bioceânica deixa de representar apenas uma perspectiva logística e passa a apresentar efeitos concretos sobre as relações comerciais de Campo Grande.
Da redação Mídia News Campo Grande





