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Valdemar minimiza carta de Bolsonaro e diz: “Ele pode escrever, não pode falar”

Presidente do PL afirma que carta manuscrita não viola restrições impostas ao ex-presidente e avalia que documento fortalece a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, minimizou a repercussão jurídica da carta manuscrita escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ao comentar o pedido apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que a prisão domiciliar de Bolsonaro seja revogada, Valdemar afirmou que a elaboração do documento não configura descumprimento das medidas impostas ao ex-presidente.

“Ele pode escrever, não pode falar”, declarou o dirigente partidário ao ser questionado sobre a divulgação da carta, na qual Bolsonaro manifesta apoio à pré-candidatura presidencial de seu filho Flávio Bolsonaro. A declaração foi dada após a repercussão do pedido protocolado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que sustenta que a divulgação do texto por meio das redes sociais de terceiros poderia representar violação das restrições judiciais impostas ao ex-presidente.

A carta foi apresentada por Flávio Bolsonaro durante uma transmissão ao vivo realizada no último fim de semana. No texto, escrito à mão, Jair Bolsonaro pede união entre seus apoiadores e afirma confiar no senador como seu “porta-voz”, reforçando seu apoio à pré-candidatura do filho à Presidência da República.

Para Valdemar Costa Neto, além de não representar irregularidade, o documento possui importância política dentro do partido. Segundo ele, a manifestação escrita ajuda a consolidar Flávio Bolsonaro como o nome escolhido pelo ex-presidente para disputar o Palácio do Planalto e reduz dúvidas entre integrantes da legenda e do campo conservador quanto à condução da campanha eleitoral.

O presidente do PL também comentou a situação jurídica de Jair Bolsonaro e demonstrou pouco otimismo quanto aos recursos apresentados pela defesa para reverter a prisão domiciliar. “Tinha esperança nisso, mas me desanimaram”, afirmou.

Nos bastidores, Valdemar ainda defendeu a pacificação entre Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que recentemente divergiram sobre definições políticas envolvendo candidaturas no Ceará. Segundo o dirigente, o momento exige unidade dentro do partido e entre os apoiadores do ex-presidente. “Não podemos ter brigas”, declarou.

A controvérsia ocorre em meio à intensificação das articulações para as eleições presidenciais de 2026 e enquanto o STF analisa os desdobramentos da divulgação da carta manuscrita, que passou a ser alvo de questionamentos por adversários políticos.

Da redação Mídia News

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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