
Junto com outros coevos, estivemos relembrando esses versos do poeta corumbaense Clio Proenca.
Embalados como estes inspirados versos de amor a Corumbá, baseados no senso comum pantaneiro de coexistir solidariamente por todo ser vivo, chegamos uma conclusão meio óbvia diante da mortandade das palmeiras da Avenida.
Elas estão morrendo de sede! A homogenidade na altura do falecimento das replantadas, indica-nos que pereceram diante da necessidade crescente de água, quando as palmeiras atingem um mesmo tamanho, elas morrem por uma mesma causa comum.
Construíram uma espécie de batente ou mureta circundando cada uma, havia moradores que notaram que isso as secava e passaram a adotar encher diariamente o pequeno espaço nos pés das palmeiras em frente a suas casas , aparentemente isso acabou redundante em altura e robustez diferenciadas..
Nosso palpite de leigos seria fazer furos com brocas nesses batentes das raízes ou próximos a eles , enchê-los com areia para permitir que , pelo menos um pouco de água mitigasse a sede delas.
Existem hoje uma enorme quantidade de pisos extremamente baratos que permitem nesses casos, a infiltração de águas de chuva, piso permitindo umedecer o solo e as palmeiras respirarem…
Pisos que “bebem” agua de chuva:
https://share.google/ZUnUZ1vPyWIowmIs9
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Com dois outros companheiros, formamos um conselho triangular de idosos moda um soviete socialista ancião, mas menos preocupados com ideologia e mais interessados no gravíssimo pecado mortal da omissão, tornamos isto público para
aliviar nossas consciências, mesmo que considerem que as nuvens brancas que ostentatamos nas cabeças, levem muitos a pensar que temos as cabeças nas nuvens…
Armando Arruda Lacerda
Sec. ad-hoc Conselho de Anciãos de Beleza Branca




