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Mendonça defende autocontenção do Judiciário e critica ativismo no STF

Ministro afirmou que tribunais devem respeitar as leis e evitar papel criativo sobre decisões do Legislativo

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu a autocontenção do Poder Judiciário e criticou o ativismo judicial durante participação no XVI Simpósio de Direito Constitucional, realizado no Teatro Guaíra, em Curitiba, nesta sexta-feira (5).

Em sua fala, Mendonça afirmou que os tribunais devem ter como base a lei e respeitar as decisões tomadas pelo Poder Legislativo. Segundo o ministro, não cabe ao Judiciário assumir uma função criativa ou inovadora em torno da legislação, mas aplicar e interpretar as normas dentro dos limites constitucionais.

A declaração ocorre em meio a debates frequentes sobre a atuação do Supremo e a relação entre os Poderes da República. Para Mendonça, o fortalecimento do princípio da legalidade é essencial para garantir segurança jurídica, igualdade, liberdade e estabilidade institucional.

O ministro também apontou que há uma situação de tensão entre os Poderes e que parte desse cenário passa pela forma como o Judiciário tem interpretado leis e decisões aprovadas pelo Congresso Nacional. Na avaliação dele, a lei não deve ser tratada como um detalhe, mas como a fonte principal de interpretação e aplicação do Direito.

Durante o evento, Mendonça criticou ainda o que classificou como ativismo judicial seletivo, afirmando que há quem defenda uma atuação mais expansiva do Judiciário apenas quando a decisão atende a determinada conveniência política ou ideológica.

A fala reforça uma posição já manifestada pelo ministro em outras ocasiões, nas quais ele tem defendido que a atuação judicial deve observar limites institucionais e preservar a separação entre os Poderes.

O debate sobre ativismo judicial tem ganhado espaço no cenário político e jurídico brasileiro, especialmente diante de decisões do STF com impacto direto sobre temas discutidos no Congresso.

Da redação Mídia News

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