O governo federal decidiu recuar da determinação que previa o retorno de delegados da Polícia Federal cedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF), preservando a permanência dos agentes que atuam nos gabinetes de ministros da Corte. A mudança ocorreu após manifestações do ministro André Mendonça ao Palácio do Planalto, diante da possibilidade de perda de um delegado que auxilia diretamente em investigações consideradas estratégicas.
A medida original fazia parte de uma ação do Ministério da Justiça para convocar de volta mais de uma centena de policiais federais cedidos a diferentes órgãos públicos, sob a justificativa de reforçar o efetivo empregado no combate ao crime organizado e em atividades operacionais da corporação. A determinação atingiria servidores lotados em cerca de 50 instituições dos Três Poderes.
Nos bastidores, entretanto, a iniciativa gerou forte repercussão por ocorrer em meio ao avanço de investigações conduzidas sob supervisão de Mendonça, especialmente os inquéritos relacionados ao chamado Caso Master e às apurações envolvendo fraudes no INSS. O ministro teria manifestado preocupação com os efeitos da retirada de delegados experientes que já acompanham os processos há meses.
Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, o governo optou por abrir uma exceção para o STF e manter os delegados cedidos à Corte. Atualmente, policiais federais atuam nos gabinetes dos ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes e Luiz Fux, prestando apoio técnico na análise de investigações complexas.
A decisão reduz a tensão institucional criada pela convocação inicial e evita mudanças imediatas em equipes responsáveis por apurações de grande repercussão nacional. Ainda assim, o Ministério da Justiça mantém a política de revisão das cessões de policiais federais para outros órgãos públicos, medida que continua sendo discutida internamente.
O episódio ocorre em um momento de elevada sensibilidade política, já que os inquéritos supervisionados por Mendonça envolvem personagens influentes do cenário político e econômico brasileiro. A manutenção dos delegados é vista por integrantes da Polícia Federal e do Judiciário como uma forma de preservar a continuidade e a estabilidade das investigações em andamento.
Da redação Mídia News





