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STF restringe acesso ao celular de Vorcaro; arquivo reúne cerca de 500 GB

Dados entregues pela Polícia Federal contêm conversas, áudios, documentos e registros; Mendonça e Fux pediram auxílio técnico após relatarem dificuldade para acessar o material

Os gabinetes de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) adotaram acesso restrito às cópias dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O conjunto encaminhado pela Polícia Federal (PF) reúne aproximadamente 500 gigabytes de informações, incluindo conversas, áudios, documentos e registros de atividades do aparelho.

A restrição não significa, necessariamente, que os ministros estejam impedidos de consultar o material. Segundo informações divulgadas sobre o procedimento, o objetivo é limitar o manuseio a um grupo reduzido dentro dos gabinetes, diante da presença de informações pessoais e de dados que podem estar relacionados a investigações ainda não tornadas públicas.

Varredura em grande volume de informações

O material entregue pela PF está organizado em diferentes pastas, contendo chats, áudios e registros das atividades realizadas no aparelho. A análise também busca verificar informações utilizadas nos relatórios policiais e identificar eventuais dados relevantes que não tenham sido destacados anteriormente.

Para o processamento das informações, a Polícia Federal utilizou o IPED, sistema empregado na análise de evidências digitais e que permite, entre outras funcionalidades, realizar pesquisas em grandes volumes de arquivos e verificar a integridade do material.

A discussão sobre o acesso à íntegra do conteúdo já vinha provocando divergências no Supremo. A Procuradoria-Geral da República (PGR), por exemplo, havia defendido que os ministros tivessem conhecimento integral dos dados necessários para o julgamento relacionado ao caso.

Mendonça e Fux pedem auxílio à PF

Neste sábado (19), surgiu um novo componente no episódio. Os ministros André Mendonça e Luiz Fux comunicaram à Polícia Federal que seus gabinetes não conseguiram acessar efetivamente as cópias recebidas e solicitaram suporte técnico da corporação.

Os documentos encaminhados à PF apontam para a possibilidade de dificuldade técnica na abertura dos arquivos ou eventual problema nas mídias fornecidas aos gabinetes. Até o momento da comunicação, os aproximadamente 500 GB permaneciam indisponíveis para análise nos gabinetes dos dois ministros.

A Polícia Federal informou anteriormente que as cópias fornecidas correspondem à extração realizada do aparelho e que o material original permanece preservado sob cadeia de custódia, com mecanismos destinados a assegurar sua integridade.

O episódio ocorre em meio às discussões internas no Supremo sobre quem deve ter acesso à íntegra do acervo digital e de que maneira informações pessoais ou relacionadas a outras investigações devem ser protegidas durante a análise.

Da redação Mídia News Campo Grande

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