
A Polícia Federal decidiu classificar como sigilosas as informações relacionadas aos visitantes do empresário Daniel Vorcaro durante o período em que ele esteve custodiado em unidades prisionais federais. A medida impede a divulgação pública da lista de pessoas que tiveram acesso ao ex-banqueiro enquanto ele permanecia preso no âmbito da Operação Compliance Zero.
Segundo informações divulgadas nesta terça-feira (26), a restrição foi aplicada após um pedido feito com base na Lei de Acesso à Informação (LAI). A solicitação buscava acesso aos registros de visitação realizados nas unidades por onde Vorcaro passou desde sua prisão. A PF, no entanto, negou o fornecimento dos documentos e justificou a decisão afirmando que os dados envolvem informações pessoais sensíveis tanto dos visitantes quanto do detento.
De acordo com a corporação, os registros incluem nomes completos, números de CPF, datas, horários das visitas e grau de parentesco, elementos considerados protegidos pela legislação de privacidade e proteção de dados. Em resposta oficial, a Polícia Federal declarou que o tratamento dessas informações deve respeitar “a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas”.
O pedido de acesso previa a possibilidade de ocultação dos dados considerados sensíveis, permitindo a divulgação parcial da lista. Mesmo assim, a PF decidiu manter o sigilo integral dos registros. A informação repercutiu nas redes sociais e em veículos de imprensa por envolver um dos nomes centrais das investigações relacionadas ao colapso do Banco Master e às suspeitas apuradas na Operação Compliance Zero.
Daniel Vorcaro está preso desde março de 2026 e já passou por diferentes unidades prisionais, incluindo o Centro de Detenção Provisória de Guarulhos, a Penitenciária II de Potim, a Penitenciária Federal de Brasília e a carceragem da Superintendência da Polícia Federal na capital federal. Em alguns períodos, também permaneceu em prisão domiciliar.
Recentemente, o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, autorizou o retorno de Vorcaro para a Sala de Estado-Maior da Superintendência da PF em Brasília após reclamações da defesa sobre as condições da cela anterior. A defesa também tentou negociar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal, mas a proposta teria sido rejeitada por falta de informações consideradas relevantes pelos investigadores.
O caso segue em investigação e continua gerando desdobramentos políticos e jurídicos em Brasília.
Da redação Mídia News





