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Jaques Wagner deixa liderança do governo no Senado após avanço da Operação Compliance Zero

Senador petista anunciou saída após reunião com Lula; investigação sobre supostas vantagens indevidas ligadas ao Banco Master aumenta pressão política sobre o Palácio do Planalto

O senador Jaques Wagner anunciou nesta quarta-feira (24) sua saída da liderança do governo no Senado Federal. A decisão foi tomada após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em meio ao avanço das investigações da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de corrupção e tráfico de influência envolvendo o extinto Banco Master.

Em publicação nas redes sociais, Wagner afirmou que a decisão foi consensual e teve como objetivo permitir que ele concentre esforços em sua defesa e nas campanhas eleitorais de 2026. Segundo o senador, a prioridade agora será comprovar sua inocência diante das acusações levantadas pela Polícia Federal.

A pressão sobre o parlamentar aumentou desde a última semana, quando a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do STF André Mendonça. As investigações apontam suspeitas de que executivos ligados ao Banco Master teriam oferecido vantagens econômicas ao senador e familiares em troca de influência política e apoio a pautas de interesse da instituição financeira. Wagner nega qualquer irregularidade.

A Operação Compliance Zero investiga uma série de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro, corrupção e manipulação de mercado envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e pessoas ligadas ao banco. O caso ganhou dimensão nacional após a liquidação da instituição financeira e a prisão de seus principais dirigentes.

Nos bastidores de Brasília, a permanência de Wagner na liderança vinha sendo considerada um desgaste para o governo. Aliados avaliavam que sua saída poderia reduzir os impactos políticos do escândalo sobre a campanha de reeleição de Lula e sobre a articulação governista no Congresso Nacional.

A saída do senador marca o primeiro afastamento de um integrante do núcleo político mais próximo de Lula diretamente atingido pela investigação do Banco Master. O episódio amplia a crise política em ano eleitoral e reforça a pressão sobre o governo federal em meio ao avanço das apurações.

Da redação Mídia News

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