
O Banco Digimais, instituição financeira ligada ao empresário e bispo Edir Macedo, recebeu um aporte bilionário do Grupo Record em meio a uma investigação conduzida pela Polícia Federal. O reforço financeiro elevou o caixa da instituição para aproximadamente R$ 2 bilhões, segundo informações divulgadas nesta semana.
O aporte teria sido realizado pela Digimais Participações, empresa controladora vinculada ao conglomerado de comunicação. O movimento ocorre em um momento de pressão sobre o banco, que passou a ser alvo da Operação Miragem, da Polícia Federal, que investiga suspeitas relacionadas à gestão da instituição financeira.
A apuração da PF ocorre paralelamente às negociações envolvendo uma possível venda do Digimais. O banco vinha em tratativas para uma mudança de controle, incluindo acordo com o BTG Pactual, operação que depende de aprovações regulatórias.
O reforço de caixa é interpretado no mercado como uma tentativa de fortalecer a estrutura financeira da instituição antes de uma eventual transação. Reportagens apontam que o aporte integra as medidas adotadas para reorganizar o banco e atender exigências relacionadas ao processo de negociação.
O Digimais, antigo Banco Renner, passou ao controle do grupo ligado a Edir Macedo e posteriormente adotou a marca digital. A instituição atua principalmente em operações de crédito, incluindo financiamento e empréstimos.
A investigação da Polícia Federal ainda está em andamento, e não há condenação ou decisão definitiva contra a instituição ou seus controladores. A apuração busca esclarecer eventuais irregularidades financeiras apontadas pelos investigadores.
O Grupo Record e o Banco Digimais não haviam apresentado manifestação pública detalhada sobre o aporte até a divulgação das informações.
Da redação Mídia News





