
Representantes dos caminhoneiros intensificaram a pressão sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que seja colocada em votação a Medida Provisória (MP) nº 1.343/2026, que trata do fortalecimento da política do piso mínimo do frete rodoviário. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), Carlos Alberto “Litti” Dahmer, convocou os profissionais da categoria a “cruzarem os braços” como forma de pressionar o Senado pela apreciação da matéria.
Segundo a liderança da entidade, a mobilização poderá ocorrer caso a MP não seja votada antes do dia 16 de julho, data em que o texto perde a validade caso não seja aprovado pelo Congresso Nacional. A CNTTL afirma que a medida é considerada essencial para garantir maior segurança jurídica aos transportadores autônomos e assegurar mecanismos mais rígidos de fiscalização do piso mínimo do frete.
A MP foi editada pelo governo federal em março deste ano para reforçar o cumprimento da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. Entre as principais mudanças previstas estão o fortalecimento da fiscalização, regras para o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), maior transparência na contratação dos fretes e o pagamento antecipado de parte do valor devido aos caminhoneiros autônomos.
Durante a tramitação na Câmara dos Deputados, o texto recebeu alterações do relator, deputado Zé Trovão. Entre elas, foram incluídos dispositivos relacionados ao piso salarial nacional para motoristas de longa distância e a anistia de multas aplicadas a caminhoneiros por bloqueios de rodovias após as eleições de 2022. Em razão dessas mudanças, a proposta segue para análise do Senado na forma de Projeto de Lei de Conversão (PLV).
Além da CNTTL, outras lideranças do transporte rodoviário também elevaram o tom das cobranças. O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, afirmou que uma eventual perda de validade da MP poderá desencadear uma greve nacional dos caminhoneiros, responsabilizando diretamente a presidência do Senado caso a matéria não seja pautada.
Até o momento, não há confirmação oficial de que a proposta será incluída na pauta do plenário do Senado antes do encerramento do prazo constitucional de vigência da medida provisória. Enquanto isso, entidades representativas mantêm a mobilização e aguardam uma definição da Mesa Diretora da Casa.
Da redação Mídia News





